Brasil x Noruega: translado de ida e volta

por Rafael Marcolino 0 Comments
Brasil x Noruega: translado de ida e volta

Olá,

Resolvemos fazer essa publicação para falar mais especificamente sobre as nossas experiências nos aeroportos e com as empresas aéreas.

Primeiramente fomos para Recife, já que encontramos passagens mais em conta para sair de lá em vez de João Pessoa, onde moramos.
Fomos para o aeroporto no dia 23 de setembro, fizemos o check-in tranquilamente, comemos algo e como tínhamos bastante tempo livre ainda, resolvemos dar uma passadinha na Receita Federal para confirmar algumas informações. Lá recebemos uma notícia que nos deixou super apreensivos, disseram que era necessário que estivéssemos com as notas dos equipamentos fotográficos para que caso fôssemos revistados na nossa volta ao Brasil, pudéssemos comprovar que o material que tínhamos em mãos já teve seus tributos pagos. O problema é que não tínhamos essas notas, seja impressa ou eletrônica! Não gostamos de acumular coisas, então temos o costume de jogar fora notas de produtos que não estejam mais na garantia. Não havia como declarar nada na hora pois isso não provaria que nós ou a loja de onde compramos, teria feito o pagamento dos devidos tributos. Enfim, o desespero foi grande, mas não tínhamos o que fazer e então entregamos a situação nas mãos de Deus. Ainda íamos ter uma viagem inteira pela frente e não poderíamos ficar chateados com essa preocupação.
Após isso fomos para o portão de embarque e esperamos até a hora do embarque. O primeiro trajeto era Recife – Frankfurt, em 10 horas de voo pela Condor.
Pouco depois das 7 da noite o avião decolou e tivemos um voo tranquilo, com boas refeições. Eu diria que o único problema é que na classe econômica as poltronas não são tão espaçosas e confortáveis para dormir, mas sinceramente, pelo custo x benefício foi ótimo. Não nos importamos muito com luxo, o importante para nós é chegar tranquilamente ao nosso destino. 🙂

O avião possuía uma tela exclusiva para cada passageiro, a qual dava informações gerais sobre o voo, incluindo um mapa com a nossa localização no trajeto. Também haviam boas opções gratuitas de entretenimento, que incluíam álbuns de música de variados estilos e alguns filmes. Para quem estivesse disposto a pagar 8 euros, poderia usufruir de uma seleção de filmes muito maior.

Hora da janta, tela para informações e entretenimento

Tela para informações e entretenimento (e hora da janta)

Para a janta tivemos arroz com frango, uma boa saladinha, um pão com manteiga e polenguinho como opções de acompanhamento e também um bolinho. Já no café da manhã tivemos pão com frios e alface, manteiga e geleia como opções de acompanhamento e uma ótima seleção de frutas (abacaxi, mamão, melão e uva). Nada em abundância, mas o suficiente para nos saciar. As opções de bebida eram sucos, água, chá, café ou refrigerante.

Janta

Janta

Café da manhã

Café da manhã

Depois de 10 horas de voo chegamos no grande aeroporto de Frankfurt às 10 da manhã do dia 24, cinco horas a mais por causa do fuso horário.
Ao sair da aeronave já sentimos a agradável mudança de clima e pegamos o ônibus que nos levou até uma das entradas do aeroporto. Já estávamos na Alemanha, mas isso não era garantia de podermos de fato entrar legalmente no país e então a tensão sobre conseguir o visto foi aumentando, pois temos amigos que já foram deportados sem razão.
Chegamos no local de receber o visto e esperamos nossa vez. Como haviam sugerido que ficássemos calmo e tentássemos puxar algum assunto para descontrair, na hora de nos apresentarmos Gabi já começou a falar em alemão com o atendente e ele então já começou a se mostrar mais aberto. Apresentamos a carta convite que tínhamos e tudo foi rápido e sem complicação. Ufa!
Na sequência, precisamos passar novamente pela vistoria pessoal e de bagagens de mão (tendo até que tirar as botas que estávamos usando, pois eles as consideravam altas e poderia ter algo escondido) e então seguimos para o portão de embarque para esperar a hora do nosso voo para Oslo, o qual sairia ao meio dia pela Scandinavian Airlines.

Hora do voo para a Noruega, passamos pelo portão de embarque, pegamos o ônibus até a aeronave e chegamos aos nossos assentos. O avião era menor, bem simples, sem opções de entretenimento, mas também a viagem seria de apenas duas horas. Não teve refeição nesse trajeto. 🙁

Duas da tarde, estávamos finalmente na Noruega! Saímos do avião e no caminho, passando por dentro da Duty-free, vimos os nossos tão amados chocolates (Melkesjokolade!). Como não sabíamos ainda se o preço de lá era caro ou não, nem compramos algo… E depois descobrimos que estava barato comparado ao que se encontra nos mercados. ;/

Depois disso nós fomos pegar nossa mala e tivemos uma surpresa, a alça estava quebrada! Ok, quem viaja sabe que sempre há essa possibilidade… Só que diferente do que estávamos acostumado no Brasil, a solução apresentada não poderia ter sido melhor… Mas isso vai ficar para outro post. 😉

Aqui se encerra a viagem de ida para a Noruega, vamos agora para a viagem de volta.

Voltamos para o aeroporto de Oslo (que na verdade nem fica em Oslo) no dia 20 de outubro. Faltava pouco mais de uma hora para o embarque quando chegamos, mas como o aeroporto é pequeno, disseram que dá pra chegar uma hora antes do embarque mesmo sendo vôos internacionais. Fizemos o check-in e fomos para o portão de embarque, passando antes na Duty-free para comprar alguns chocolates, claro!
Fomos para Frankfurt com a Lufthansa, e diferente do que pensávamos, nos serviram lanche. No aeroporto de Frankfurt passamos pela imigração e recebemos o carimbo de saída em nossos passaportes. Após isso resolvemos passar na Duty-free e comprar mais… Chocolate! Trocamos 200 coroas norueguesas por 16 euros (conversão péssima…) e compramos 3 barras Milka de 300gr cada e uma caixa com 16 unidades de Kinder Bueno. *-*
Ah, e por ter percebido tarde demais deixamos de participar de uma promoção para quem comprasse lá. Iria simplesmente ter um sorteio de um Lotus de €100.000,00!
Sobrou apenas uma moeda de 0,50 euro, a qual doamos em nosso voo de volta para uma ação humanitária que a Condor realiza.

O voo de volta saiu às 11:30, e graças ao fuso horário, chegamos em Recife em torno das 16:30.
No avião, tivemos como almoço macarrão com carne moída e queijo (estava bem legal), uma salada mais ou menos, dois tipos de pães e um bolinho de chocolate que estava ótimo! Tanto é que eu (Rafael) pedi outro. 😛 E sim, eles trouxeram outro sem problema algum.
O lanche obviamente foi mais simples, tivemos um pretzel pequeno, maionese de batata, uma carne de hamburguer e… Mais um bolinho. 😀
De novo eu perguntei se poderia repetir o bolo e o rapaz acabou trazendo outros três. Nem gostei, né? Comi um na hora e deixei os outros dois para quando estivéssemos em Recife.

Almoço

Almoço

Lanche

Lanche

Chegada em Recife… Não tinha como haver maior choque de realidade…
Saímos do avião e de imediato já sentimos aquele calor, o ar condicionado não estava dando conta ou estava desligado (o mais provável).
Na imigração, tivemos que presenciar o funcionário do atendimento preferencial gritar em português com vários estrangeiros que tinham ido para a fila que ele atende, e eu tenho quase certeza que foi por pedido de uma funcionária que estava lá para auxiliar na organização, pois a fila dos estrangeiros estava cheia e aparentemente já estava atrapalhando o caminho. Vários brasileiros que estavam ali ficaram indignados com a grosseria do atendente. Bela recepção, hein, Brasil?

Depois de darmos entrada no Brasil, fomos pegar as nossas malas, que demoraram bastante a chegar… Com malas em mãos, tentamos manter a calma ao passar pela alfândega e ufa, não fomos chamados. (lembram que comentei no começo do post que, mesmo sendo usados, nós não sabíamos que precisávamos ter as notas dos nossos equipamentos?)
Enfim, saímos do aeroporto e fomos em direção ao metrô… O choque de realidade estava só no começo, meus amigos…
Horário de pico, aquele calor, pessoas sem educação… Pensa…
Uma hora em Recife e suamos o que não suamos o mês inteiro na Noruega. E o medo? Estávamos cheio de equipamentos fotográficos caros, nossos celulares, mochilas com notebook, tablet…
Precisamos pegar dois metrôs, e na troca de um deles o elevador nem funcionava… Precisei carregar pela escada a minha mala que estava com quase 30 quilos…
Com várias pessoas do tipo “vou te roubei” por perto, bêbado, gente louca e sem educação, conseguimos chegar na rodoviária, compramos as passagens e embarcamos para João Pessoa. Comemos os bolinhos que nos deram no avião e outras delícias que trouxemos da Noruega (que saudades da comida de lá ><).
E em João Pessoa foram nos buscar na rodoviária, nos trouxeram para casa e fim! 🙂

Ainda não somos os mesmos desde que voltamos, e nem acho que iremos ser mais os mesmos de antes da viagem. Nos primeiros dias tínhamos medo de sair de casa, medo de acontecer algo com a gente, seja por assalto ou por loucura do trânsito, mas agora já estamos mais “acostumados”.
Mas é isso, a ideia do post era falar sobre como foi a ida e a volta, espero que tenham gostado. Sintam-se livres para perguntar algo, tirar suas dúvidas. 😉

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